"Encontrei no blog da NRF este artigo do Terry Jones, fundador da Travelocity e atual presidente daf Kayak.com, nele Jones fala da mudança do consumir e cita dicas de como as empresas podem se preparar para esse novo cliente."
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Houve um tempo, não muito distante, que 98% dos bilhetes aéreos eram vendidos através de agências de viagem, que atuavam como uma intermediária entre o cliente e a companhia. Eu não sei qual é o número exato agora, mas sabe-se que a grande maioria dos clientes compra sua própria passagem, depois de ter vasculhado toda a internet atrás das melhores tarifas e os horários mais convenientes.
Assim como a Internet e os dispositivos móveis influenciaram o varejo, influenciaram também a indústria do turismo. A palestra de abertura do NRFtech tratou exatamente disso. Terry Jones, que trabalhou anos como agente de viagens antes de fundar o travelocity.com, compartilhou sua visão sobre como o consumidor mudou e debateu como os varejistas estão usando a tecnologia, novos canais, e o senso comum para criar uma experiência melhor para os consumidores.
Aqui estão algumas dicas:
Primeiro, pergunte o que o seu consumidor quer. “Ao criar termos de pesquisa, ou conteúdo para web, é importante pensar como cliente”, disse Jones. Ele usou um exemplo de andar em uma loja para comprar materiais para a reforma de uma casa. O varejista pode abordar essa situação como um cliente querendo comprar uma broca. Mas o cliente não quer uma broca – eles querem um buraco. Eles precisam de algo que o ajude a conseguir o que ele quer. Ao trilhar um caminho para o desejo primário de seu consumidor, você pode entender como pode atendê-los melhor.
Do mesmo jeito que o site www.mosquitos.com te redireciona para o site da empresa Johnson’s, para que você veja sobre repelentes. “Esse é um case clássico de uma empresa que pensa como um consumidor”, exemplificou. Não é que você queria um repelente. Na verdade, você não quer é ser picado por insetos.
Mantenha a simplicidade. Os clientes de hoje são os melhores do mundo em multi-taskers. Eles, muitas vezes, fazem várias coisas ao mesmo tempo e podem se distrair facilmente. Quando eles chegarem no seu site, faça com que o processo até o checkout seja simples, para mantê-los ali.
Um exemplo é o site do Google. Pense sobre o que ele poderia fazer com a sua homepage. Mas o que é apresentado quando você visita o site? Nenhuma promoção, anúncio, ou distracção. Apenas uma caixa de busca.
Torne o processo fácil para que o usuário volte mais vezes. Tem se falado muito ultimamente sobre o fato dos consumidores estarem priorizando qualidade, serviço e conveniência, ao invés de preço. Como um exemplo, Jones destacou o programa da Amazon que permite que os clientes se inscrevam e agendem futuras compras de itens usados com frequência. É mais barato? Talvez. Esses clientes costumam obter um desconto, mas trata-se, também, de conveniência.
Fonte: E-commerce Brasil







